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Tropeçando num outro Fado

por Cláudia Matos Silva, em 05.11.15

 

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'Sem dor nem piedade', título  do recente disco de Duarte, e chamá-lo de fadista é redutor porque reúne outras valencias; músico, letrista, poeta, intérprete, e porque não, fadista, sem mácula para os defensores do tradicional.

 

Duarte destila o seu fado em doses moderadas e como um bom vinho que se degusta, vamos apreciando aquele momento de intimidade em que nos julgamos únicos na plateia. Alentejano de gema, ao contrário de outros conterrâneos, cujo sotaque se mantem inalterado, Duarte tê-lo-à perdido algures, mas a riqueza de quem respeita o tempo de tudo quanto o rodeia entôa no seu canto.

 

Conheci-o num vão de escadas da Viriato 25 pelos tempos da rádio Amália, na altura promovia o cd 'Aquelas coisas da gente', tinha pinta de hippie e em alguns segundo e num par de palavras ter-me-à desafiado a conhecer-me melhor, um acaso no mínimo terapêutico.

 

Hoje mal o reconheço, apenas porque se apresenta numa estética algo hipster, mas é só até abrir a boca, ali está Duarte, cantando à capela 'Não é, mãe?' para continuar a apresentar as canções de 'Sem dor nem piedade', dividido em 4 actos. Busca uma vez mais a raiz em cada melodia e esse é o seu jeito. Duarte não fica pela rama, quer apenas a essência, e não é pouco,  em cada melodia, entoando cada sílaba, e mesmo que dela venha dor, é a sua dor, e expõe-se em poemas sinceros 'sem dor nem piedade'. 

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publicado às 14:20



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