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Luísa Amaro em Amesterdão

por Cláudia Matos Silva, em 19.11.15

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Por muito que se tente dar a volta a questão este é um facto incontornável, são poucas as mulher a tocar guitarra portuguesa, ou talvez não o sejam em número suficiente para que se tornem relevantes. Luísa Amaro é um desses casos, e embora se possa pensar que vive à sombra do legado Carlos Paredes, a instrumentista não se melindra com essa apreciação. Acompanhou à viola o mestre Paredes, durante cerca de 20 anos, aprendeu muito sobre a guitarra portuguesa, com especial apreço pelo som de Coimbra, Luísa tem já dois discos, primeiro 'Meditherranios' e mais recentemente 'Argvs'.

 

Luísa Amaro assume uma série de influências e desvia o som da guitarra portuguesa da rota das tascas, e aproxima-se de outras paisagens, exóticas. Luísa vai encontrando a sua própria voz no trinar da guitarra, usando uma linguagem antiga, medieval, até, vamos também nós reconhecendo as coordenadas, o que norteia a sua génese criativa.

 

Em conversas com a instrumentista, assume que a guitarra portuguesa é exigente, requer não só perícia mas força, como mulher e de mãos pequenas não se vê condicionada, antes desafiada. Nos últimos meses tem cumprido uma agenda de espectáculos considerável. Sábado estará em Amesterdão e se os holandeses se mordem pela nossa canção, dia 21 não se espera outra reacção que não seja a de total rendição.

 

Luísa, volte depressa a Lisboa, vamos às compotas e aos chás.

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publicado às 17:15



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